Extratos nutracêuticos e nutricosméticos

Moderno laboratório de controle de qualidade

Fucus extrato seco

Nome científico: Fucus vesiculosus

Família: Fucaceae.

Parte utilizada: A alga inteira, em especial o talo.

Nomes populares: Fucus, Alface do Mar, Cavalo Marinho, Cavalinho do Mar e Alga Vesiculosa, no Brasil; Bodelha, Botilhão, Botelho, Botilhão Vesiculoso, em Portugal; Lechuga de Mar, Fuco Vejigoso, Sargazo Veijigoso e Encina Marina, em língua espanhola; Chêne Marin, Varech,

Caracteristicas gerais:

Princípios Ativos: Polissacarídeos mucilaginosos: ácido algínico, fucoidina (60%), laminarina; Polifenóis; Oligoelementos; Sais minerais: abundante em iodo (sob a forma de sal e unido a proteínas e lipídeos), potássio, bromo, cloro, magnésio, fósforo, cálcio e ferro; Manitol; Princípios amargos; Lipídeos (glucosildiacilglicerídeos); Vitaminas e Provitaminas A e D.

 Indicações e Ações Farmacológicas: É indicada no tratamento do hipotireoidismo e em disfunções da tireóide devido à grande concentração de iodo, conferindo-lhe uma ação estimulante da tireóide, favorecendo os processos catabólicos, regularizando a produção do hormônio tireotrofina e acelerando o metabolismo da glicose e ácidos graxos, sendo este o motivo do uso como coadjuvante em tratamentos de perda de peso.
A algina presente na alga atua como protetor das mucosas digestivas. Os sais de potássio promovem ligeira ação diurética. O alginato de cálcio pode ser usado como um hemostático local de ação rápida. A laminarina exerce uma ação hipocolesterolemiante.

Toxicidade/Contra-indicações: Quando a administração é feita de forma incontrolada (frequentemente como automedicação para perder peso) ou em caso de hipersensibilidade pessoal, pode haver a manifestação de um quadro de intoxicação pelo iodo presente, devido a uma hiperatividade da tireóide, caracterizada por um quadro de ansiedade, insônia, taquicardia e palpitações. Em virtude da possibilidade de conter metais pesados na alga e a dificuldade de quantificar o iodo exatamente, recomenda-se a prescrição somente de formas galênicas estandarizadas e especialidades com o devido controle sanitário, preferivelmente em forma de cápsulas ou comprimidos entéricos.
É contra-indicada a prescrição de tinturas e extratos fluidos para crianças menores de dois anos e para pessoas que estejam sendo submetidas à desabituação alcoólica, devido a presença de álcool. Não se deve prescrever também para pessoas que estejam fazendo tratamento com hormônios tireoidianos.

Dosagem:
• Uso Interno:
-Decocção: 10-20 g/l. Ferver durante 5 minutos, duas a quatro vezes ao dia.
-Extrato Fluido (1:1): 20 a 40 gotas, uma a três vezes ao dia, antes das refeições.
-Tintura (1:5): 50-100 gotas, uma a três vezes ao dia.
-Xarope (10% de Extrato Fluido): uma colher de sopa, uma a cinco vezes ao dia.
-Extrato Seco (5:1): 0,3 a 1g/dia.
-Pó: 0,5 a 2 gramas, uma a três vezes ao dia, em cápsulas.
• Uso Externo:
-Decocção, aplicada sob a forma de compressas.
-Cataplasmas de algas frescas.
-Banhos.
-Pomadas.
-Pó, alginato de cálcio: aplicado sobre feridas como cicatrizante.

Referências Bibliográficas:
PR VADEMECUM DE PRECRIPCIÓN DE PLANTAS MEDICINALES. 3ª
edição. 1998.
CORRÊA, M. P. Dicionário das Plantas Úteis do Brasil. 1984.
PDR FOR HERBAL MEDICINES. 1ª edição. 1998.
TESKE, M.; TRENTINI, A. M. Herbarium Compêndio de Fitoterapia.
Herbarium. Curitiba. 1994.
SOARES, A. D. Dicionário de Medicamentos Homeopáticos. 1ª edição. Santos
Livraria Editora. 2000.
 

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